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Corinthians encerra preparação para enfrentar o Red Bull Bragantino

Rodrigo Coca / Agência Corinthians

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O Corinthians finalizou, nesta quarta-feira, a preparação no CT Dr. Joaquim Grava para mais um compromisso da temporada. A partida contra o Red Bull Bragantino acontece nesta quinta, às 19h30, no Estádio Municipal Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, pela segunda rodada do Estadual.

As atividades realizadas pela manhã começaram com uma análise tática em vídeo. Na sequência, após trabalhos na academia e aquecimento no gramado, o técnico Dorival Júnior comandou treinos táticos em campo reduzido e ajustes estratégicos, encerrando a sessão com foco em bolas paradas.

Dorival chega ao confronto com quase todo o elenco à disposição. As exceções ficam para Rodrigo Garro, que se recupera de uma cirurgia no escafoide, osso localizado no punho esquerdo, e Memphis Depay, fazendo controle de carga na parte interna do CT. O venezuelano José Martínez também é desfalque, ainda em seu país.

Apesar do time completo, o treinador deve ir a campo com um time alternativo. Um provável Corinthians tem: Hugo Souza; João Vitor, João Pedro, Cacá (Gabriel Paulista) e Hugo Farias; Raniele (Dieguinho), Charles e André Luiz; Breno Bidon; Vitinho e Gui Negão (Yuri Alberto).

Se o treinador optar pela entrada de Dieguinho, a tendência é a equipe atuar em um 4-3-3, com dois volantes e Bidon de meia.

Escalação

Meu Timão

O Corinthians venceu a Ponte Preta por 3 a 0 na estreia do Paulistão 2026. Com o resultado, a equipe alvinegra terminou a primeira rodada na vice-liderança geral do campeonato, que passou por reformulação e agora não conta mais com fase de grupos. Os oito primeiros colocados avançam às quartas de final.

 



O Corinthians vive seu pior momento do Campeonato Brasileiro. Com a derrota por 1 a 0 para o Fluminense no último domingo (25), a equipe segue em queda na classificação após deixar o G-4 e já é a 7º colocada da competição, com quatro pontos atrás do Santos, o 4º.
A nova derrota dentro de casa aumenta ainda mais a pressão em cima da diretoria corintiana por um treinador que vai substituir Cristóvão Borges. Por enquanto, Fábio Carille é chamado de técnico interino. Eduardo Baptista, mesmo depois de te renovado com a Ponte Preta, é um nome bastante comentado para assumir a função.

A pior sequência do Brasileirão

Nos últimos cinco jogos pelo Brasileirão, os corintianos perderam três, empataram uma e venceram apenas o Sport, que luta contra o rebaixamento. O desempenho é igual ao de times que estão na parte de baixo da tabela: Cruzeiro, Internacional e Santa Cruz têm o mesmo índice de aproveitamento.
Rubens Cavallari/Folhapress

Time fora da zona de classificação

Com a equipe fora do G4, a equipe começa a se concentrar na Copa do Brasil como a principal chance para entrar na Libertadores de 2017. O presidente Roberto de Andrade já avisou: a classificação para a competição sul-americana é o mínimo que esse elenco precisa fazer.

Falta de sequência incomoda

O Corinthians completa quase três meses sem conseguir vencer duas partidas consecutivas. A última vez que isso aconteceu foi no dia 9 de julho, quando o Alvinegro venceu a Chapecoense por 2 a 0 fora de casa depois de ter vencido o Flamengo por 4 a 0 no dia 3 do mesmo mês.
Rubens Cavallari-3.jul.2016/Folhapress

Ataque secou

O Corinthians tem enfrentado problemas para criar. Fábio Carille reconhece o problema. A equipe tem apenas o 8º melhor ataque da competição, com 35 gols. A última vez que um atacante de ofício balançou as redes aconteceu no dia 3 de julho, quando Angel Romero ajudou no triunfo em cima do Flamengo.
"Nós precisamos continuar trabalhando. Para nós do futebol, seria muito ruim se a gente não estivesse criando, mas estamos criando e estamos chegando. Então é continuar trabalhando", afirmou o comandante.

Itaquera não é mais temida

Depois de ostentar mais de 30 jogos sem ser derrotado dentro de casa, o Corinthians já não consegue mais usar a força de sua arena. Nos últimos 30 dias, a equipe registrou seus piores públicos da história do estádio e os resultados dentro de campo já não vem mais: são duas derrotas consecutivas, para Palmeiras e Fluminense.

O clima não foi nada amistoso entre Levir Culpi e um dos jornalistas que cobria sua coletiva de imprensa após a vitória do Fluminense contra o Corinthians neste domingo (25). O treinador se irritou com uma das perguntas sobre arbitragem.
Levir Culpi foi questionado sobre arbitragem na partida pelo Campeonato Brasileiro e recordou sobre o jogo de quarta-feira, pela Copa do Brasil, entre os dois times quando o treinador ficou furioso com a arbitragem da partida. Desta vez, foi o Corinthians que reclamou do lance do gol do Fluminense.
"O futebol proporciona erros para os dois lados e às vezes deixa uma marca negativa para o próprio Fluminense, você não acha"?, perguntou o repórter Felippe Facincani, da rádio Bandeirantes. A pergunta irritou o treinador do Flu.
"Eu acho que você está completamente enganado e pelo que percebi você não gosta do fluminense, mas tudo bem, você é o repórter, você faz a pergunta. Eu notei em você desde o jogo passado", disparou o treinador Levir Culpi. "O que você gostaria de saber?".
O repórter então tentou refazer a pergunta. "Eu queria saber se a reclamação foi exagerada na quarta. Por que hoje é o Fluminense que passa a mão no juiz?".
Levir Culpi continuou criticando a postura do jornalista. "Agora você comprovou que está chateado. Você pode torcer para o Corinthians não tem problema nenhum. Eu não tenho nada contra você. Seja um bom profissional. Mas você não vai ouvir o que você quer ouvir, você vai ouvir o que eu quero falar. É diferente".
O repórter relevou. "Fique tranquilo, fica à vontade".
"Essa vitória é significativa. O primeiro lance foi um pênalti marcado para o fluminense. Não concorda?", questionou o treinador com ironia.
"Em tese, sim", respondeu o repórter.
A discurso ia ficar quente novamente, mas outros jornalistas pediram para a entrevista seguir. "Você não concorda? Que dificuldade. Parabéns", completou o treinador do Fluminense.

André trabalhou no gramado e está próximo de trabalhar normalmente com os companheiros
Enquanto Alexandre Pato trotava pelo gramado do CT Joaquim Grava, outros cinco atletas usavam o mesmo espaço para trabalhos de recuperação física. Elias, André, Yago, Williams e Bruno Paulo foram a campo na tarde desta terça-feira.
Elias e André trabalharam pela primeira vez no campo desde deixarem o elenco por problemas físicos. O volante, que fará um exame na quinta para saber se possui condições de treinar novamente com o restante do elenco, sofreu uma fratura na costela no último dia 16 de junho.
O centroavante, por outro lado, se recupera de uma operação na hérnia inguinal, em 20 de junho. A tendência é que André retorne aos treinos normais na próxima semana e esteja à disposição para Cristóvão em pelo menos 15 dias.
Além do quinteto, outros dois jogadores permanecem no Departamento Médico, caso dos meio-campistas Cristian e Camacho, que permaneceram na academia nesta terça-feira.
Para o duelo de sábado contra a Chapecoense, Cristóvão ainda não deve contar com nenhuma recuperação plena deste grupo. A ideia é contar com André e Elias para o clássico do dia 17 contra o São Paulo, na Arena Corinthians.

Romero ouve Cristóvão em vitória sobre o Fla, mais um jogo com poucas trocas de passes
Tite baseou nas triangulações o projeto de equipe do Corinthians que foi campeão brasileiro em 2015. Repetiu, no ano seguinte, todos os métodos na equipe que deixou de herança para Cristóvão Borges. Apesar dos bons resultados nos primeiros quatro jogos, o sucessor realizou uma mudança drástica na forma de atuar. Ao menos até o momento. 
Segundo dados do Footstats, o número de passes certos do Corinthians de Cristóvão é de 369 por partida. A média que Tite somou até sair para a seleção brasileira era de 450 passes. Essa é a mudança mais significativa entre as poucas realizadas pelo novo treinador corintiano, disposto a manter a essência da equipe.
Cristóvão usa a justificativa do calendário apertado. Foram quatro jogos em duas semanas desde sua chegada. Mas, agora, serão quatro jogos em um mês que permitirá treinamentos, revisões de conceitos e a possibilidade de dar uma cara própria, uma identidade, ao time. 
"Eles (dirigentes) acharam que meu trabalho tinha uma identificação para dar uma continuidade sem muito impacto no começo", explicou Cristóvão à Fox Sports. "Quando cheguei no Corinthians, eu sabia como adversário também que é um time que se defende bem. No primeiro jogo contra o Atlético, precisava jogar no contra-ataque. A gente levou um sufoco de quase 20 minutos e o Cássio não pegou na bola, mas também não dei dois chutes no gol", relatou.
"Então vi que havia um desequilíbrio, e fui buscar um equilíbrio. Precisava de peso no ataque, então fiz as trocas. Vou jogar para controlar mais o jogo, mas isso é uma sequência. O caminho é esse", disse ainda o treinador corintiano na segunda-feira. 
Entre os desafios de Cristóvão está, provavelmente, Giovanni Augusto. Entre os jogadores mais importantes de Tite, pelos lados do campo, ele passou a atuar na faixa central e caiu de produção. Fez quatro partidas ruins sob o comando do novo treinador, e na nova função. 
Por mais que mantenha a essência, Cristóvão já fez escolhas pessoais. Deu oportunidades a jogadores que estavam em baixa ou inutilizados, como Pedro Henrique e Rildo, destaques no domingo passado, e levou os jovens Léo Príncipe, Léo Santos e Isaac para o banco pela primeira vez. 
O período longo para treinamentos em julho será um termômetro para o novo comandante não apenas no campo das escolhas, mas também do que pretende para o time. De expectativa para uma equipe de muitos passes, o que caracterizou seus últimos trabalhos, Cristóvão fez exatamente o contrário. Jogou de forma segura para construir resultados que permitiram uma estabilidade imediata. 


Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos se reuniram na tarde da última terça-feira (5), em um restaurante na zona oeste da capital paulista, para tratar da independência dos clubes em relação às federações que comandam o futebol brasileiro e sul-americano. A informação foi confirmada ao UOL Esporte por corintianos e são-paulinos. 

Roberto de Andrade, Paulo Nobre, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e Modesto Roma se uniram para discutir os próximos passos do grupo na Liga Sul-Americana de clubes, que servirá para representar os times em competições continentais e, mais à frente, substituir a Conmebol. Além dos presidentes, membros das diretorias também estiveram presentes. 

Um evento, que deve acontecer no próximo dia 19 de julho, oficializará a criação do grupo sul-americano após um princípio de crise, em maio. Como mostrou o Blog do Rodrigo Mattos, os brasileiros chegaram até a abandonar uma reunião. 

O motivo da discórdia foi a proposta de 12 agremiações nacionais para o estatuto da entidade, com os clubes tendo pesos diferentes nas decisões, e uma sede em terras brasileiras. Para que o plano saia do papel, os brasileiros toparam ver a sede em outro país. 

Além dos paulistas, participarão da Liga Sul-Americana o Flamengo, o Fluminense, o Vasco, o Botafogo, o Cruzeiro, o Atlético-MG, o Inter e o Grêmio. Boca Juniors, Peñarol e River Plate são os que encabeçaram a ideia. 

Em segundo plano, os clubes paulistas também discutiram a criação de uma liga em âmbito nacional, a exemplo do que aconteceu com a Primeira Liga, grupo que teve a adesão de cariocas, mineiros e times do sul do país. Essa ideia, no entanto, ainda está abaixo da Liga Sul-Americana na lista de prioridades no momento. 

Do choro no gramado do Mineirão para elogios de um respeitado companheiro. Com apenas 20 anos de idade, o zagueiro Pedro Henrique viveu na última semana dois extremos comuns do futebol. A falha contra o Atlético-MG acabou preterida por uma atuação segura contra o Santa Cruz, na Arena Corinthians, no último sábado (25).
Pedro Henrique participou de dois lances que não entraram nos melhores momentos, mas foram fundamentais para o Corinthians superar o clube pernambucano por 2 a 1 e chegar aos 19 pontos.
O defensor de 20 anos impediu dois contra-ataques do adversário de resultar em gol. Em um deles, Arthur invadiu a área e se preparava para o chute quase na marca do pênalti. Pedro Henrique mostrou poder de recuperação e desarmou o jogador do Santa Cruz no momento do chute.
A postura madura resultou em elogios. O renomado goleiro Cássio, que falhou diante dos pernambucanos no sábado, tratou de elogiar o defensor pela atitude demonstrada e a recuperação psicológica imediata.
"O Pedro conseguiu digerir muito rapidamente o que aconteceu. Hoje (sábado), ele pegou um dos melhores atacantes do país, que é o Grafite, muito difícil de ser marcado. Ele está de parabéns, mostrou maturidade. Ele errou, como eu errei agora. Amanhã já é outro dia. Tudo passou", declarou o goleiro campeão mundial pelo Corinthians em 2012.
"A gente fica remoendo, mas já tem jogo na quarta-feira. Ele teve essa maturidade, é muito novo e teve um jogo muito seguro. Foi firme em momentos decisivos. Ele deu uma boa resposta, a que todo mundo esperava", acrescentou Cássio.
Terceiro jogador do elenco com mais jogos pelo Corinthians - 233, apenas atrás de Elias (246) e Danilo (332) -, Cássio assumiu o papel de líder para lidar com Pedro Henrique, que errou ao tentar recuar uma bola para o goleiro diante do Atlético-MG e viu Cazares anotar o segundo gol do Atlético-MG na derrota por 2 a 1 da última quarta.
"Conversei depois do jogo contra o Atlético-MG mesmo, quando ele estava muito chateado. No dia a dia, a gente conversa também. Eu tento puxar assunto com todo mundo, então tentei conversar com ele também. É um menino do bem, menino dedicado e não é à toa que fez um grande jogo contra o Santa Cruz", encerrou Cássio.
Diante dos pernambucanos, Pedro Henrique atuou ao lado de Balbuena. Vilson, que acabou cortado de última hora do jogo de sábado por conta de uma torção de tornozelo, segue como dúvida para o duelo de quarta-feira contra o América-MG, no Independência.
Yago, outro zagueiro do elenco, sofre com um problema de edema ósseo no tornozelo. Assim, Pedro Henrique deve ganhar mais uma chance diante do clube mineiro nesta quarta.

O zagueiro Pedro Henrique protagonizou uma cena emblemática após Atlético-MG 2 x 1 Corinthians nesta quarta-feira. Depois de falhar no segundo gol, que acabou por decidir o resultado do jogo, ele deixou o gramado sob lágrimas e foi consolado por jogadores das duas equipes. O lance crucial foi convertido por Cazares.
Nomes do Atlético como Robinho e Fred, além de vários corintianos, procuraram amenizar a falha de Pedro Henrique. Cria das divisões de base, o zagueiro de 21 anos fez sua terceira partida como profissional nesta noite. 
"É futebol. Todo mundo perde, todo mundo ganha. Ele acabou errando, mas a culpa não é só do Pedro, é de todo mundo. Ele é um menino novo, com personalidade, ia ser dispensado e ficou. Tem a confiança do treinador, do time inteiro. Acontece. Ele vai ganhar experiência. Sei que é difícil. Já chorei também", comentou o goleiro Cássio para a Rede Globo.
Cristóvão Borges, após o jogo, demonstrou grande apoio a Pedro Henrique. "Uma coisa que me tira algumas preocupações é porque é muito talentoso. Se é talentoso, ele vai acontecer, e ele é jovem. Tirando a falha, ele jogou grande partida e vi o jogo de domingo (com Botafogo) e jogou muito bem. Pela idade, joga de forma amadurecida, é talentoso, vamos saber tratar disso e com toda certeza terá um grande futuro no Corinthians", afirmou. 
"É um ponto de partida para se reagir também. Foi tocado com isso. Sabe que fez grande jogo e por isso também (chorou). Uma infelicidade resultou no gol. O sentimento é muito forte e dessa maneira ficou abatido por isso. Nem precisa ser jovem para essas coisas acontecerem. É muito novo, tem um futuro brilhante", repetiu. "Ele fez um grande jogo. A dupla(de zaga) fez uma grande partida. Foi uma pena", concluiu o treinador. 
 
Com a derrota, o Corinthians cai da quarta para a sexta posição do Brasileiro, agora com 16 pontos. Caso a Chapecoense vença o Atlético-PR na quinta-feira, colocará os corintianos em sétimo. 

Jogo difícil, equilibrado e com o placar mostrando o empate sem gols. Então surge Fred, dentro da área, para fazer o que sabe de melhor: o gol. O camisa 99 abriu o caminho para o triunfo do Atlético-MG sobre o Corinthians, por 2 a 1, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mais três pontos importante na reação atleticano na competição.
O segundo gol de Fred pelo Atlético, o primeiro que ajudou o time a conquistar a vitória, foi bastante comemorado pelo atacante. O centroavante alvinegro fez questão de dividir os méritos com a torcida. De acordo com o Fred, o gol saiu em um momento que o time já apresentava sinais de cansaço.
"Hoje eu pude sentir a emoção de jogar com o apoio da massa atleticana. Eles nos impulsionaram quando a equipe mostrou um pouco de cansaço, nos carregaram com os gritos. Foi algo especial, consegui fazer gol e ainda saímos com a vitória", disse Fred, que também falou sobre o passe de Marcos Rocha.
"Posso dizer que 99% do gol foi dele. O Rocha jogou com a mão, foi um passe e só tive o trabalho de jogar para dentro", brincou o camisa 99.
Anunciado pelo presidente Daniel Nepomuceno no dia 8 de junho, Fred chegou à Cidade do Galo somente no dia 11, um antes do clássico com o Cruzeiro. Por causa do calendário de jogos, com partidas aos finais de semana e também durante a semana, o atacante revelou que fez apenas dois treinos em campo com os novos companheiros. Até por isso, o atacante espera mostrar ainda mais futebol a cada rodada.
"Fico muito feliz, num jogo do tamanho desse aí eu consegui fazer gol, jogar bem e o Atlético saiu sair com a vitória. Estamos no caminho certo, mesmo com apenas dois treinos. Mas a gente já vem mostrando evolução, dando para tabelar, com movimentação. Estou feliz, mais do que nunca. As pernas cansam, mas quando a massa começa a gritar dá mais força", completou Fred.
E Fred já sabe quando vai ser o próximo jogo com o Mineirão lotado. O Atlético estuda mandar o jogo com o Botafogo, pela 12ª rodada, no Gigante da Pampulha. A confirmação deve acontecer nas próximas horas.

O treinador corintiano Cristóvão Borges citou a falta de força ofensiva na estreia com derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG, nesta quarta-feira, no Mineirão. Na análise, o estreante da noite também comentou da necessidade de buscar novos jogadores para a posição. 
"A equipe se postou bem e vem fazendo isso nos jogos, mas é notável. A gente vê, até por características, que precisa de mais peso ofensivo, e isso acontece. Como a equipe tem equilíbrio muito grande, consegue jogar e chegar. Temos variações, um jogo de lado muito bom e isso em alguns jogos ou durante o jogo compensa. Nos últimos jogos que assisti, vejo uma equipe caminhando, estamos andando bem", comentou Cristóvão, com menção à necessidade de reforços. 
"A temporada é longa e vamos começar a jogar competições simultâneas. Há a necessidade de uma equipe do nosso nível que tenha jogadores de posição no mesmo nível para manter a performance. Já existia essa avaliação disso quando cheguei e estamos trabalhando para resolver isso", disse ainda o treinador. 
Apesar da derrota e da menção à parte ofensiva, ele também fez muitos elogios ao time. "Vi coisas boas por ter tido muito pouco tempo era uma preocupação. A equipe tem muitas coisas definidas, De qualquer forma fizemos uma partida satisfatória", comentou.
"Eu falei dos dois jogos que tinha assistido do Corinthians e vi o trabalho de remontagem de equipe sendo feito aqui. Necessita tempo, ajustes e isso vai vir jogando, com o tempo. Nesse processo vejo a equipe caminhar, evoluir, dar passos adiante. É ruim perder para uma equipe acostumada a ganhar", complementou. 
Cristóvão voltou a fazer elogios ao trabalho de Tite e disse que recebeu um legado importante do agora comandante da seleção brasileira. "Vai levar muito tempo. Herança de grande qualidade e vou aproveitar tudo o que eu puder. Para felicidade do Corinthians, trabalhou durante um tempo. É um grande treinador e pode consolidar muitas coisas por isso. O que eu puder usar durante esse tempo inteiro, de tudo que deixou aqui, vou usar, pois são coisas benéficas de grande qualidade". 

Juan Cazares, meia-atacante do Atlético-MG, ao lado do técnico Marcelo Oliveira
Juan Cazares está há apenas seis meses no Atlético-MG. A sua passagem pelo clube, no entanto, já é uma verdadeira montanha-russa. O equatoriano oscila entre atuações decisivas e jogos sem muito brilho, o que acarretou em um período no banco de reservas. Nesta quarta-feira (22), diante do Corinthians, pela 10ª rodada do Brasileirão, ele tem a oportunidade de engatar uma série de compromissos como o principal nome da equipe.
O meia-atacante voltou dos Estados Unidos, onde disputou a Copa América Centenário, no sábado (18) e, no dia seguinte, foi a campo para auxiliar Marcelo Oliveira a conquistar o seu primeiro triunfo desde a chegada à Cidade do Galo. A atuação diante da Ponte Preta, jogo em que deixou sua marca, foi o suficiente para receber elogios dos companheiros.
"O mais importante foi o Cazares voltar, um meia. A gente precisava de um meia. Os volantes estavam fazendo papel de meia e de volante. Não tem como, o volante que ficar na frente não vai conseguir voltar. Tomamos muitos gols de contra-ataque, os volantes não estavam ali", declarou Leandro Donizete.
"Contra a Ponte, nós nos preocupamos mais em marcar, deixamos o Cazares mais livre. Mudou totalmente, demos poucas chances ao adversário", acrescentou o volante, atribuindo também ao dono da camisa 11 o fato de a equipe melhorar a marcação.
Nas últimas quatro partidas pelo clube (Santos, São Paulo, Atlético-PR e Ponte Preta), mesmo com o intervalo em que defendeu a seleção equatoriana na América do Norte, Juan Cazares foi elemento importante para a equipe. Ele balançou as redes em todos os compromissos e apresentou um repertório de jogadas capaz de ajeitar o meio de campo.
Mas nem tudo são flores na passagem do meia-atacante pela Cidade do Galo. Depois de um bom início, ele se tornou suplente com Diego Aguirre, antecessor de Marcelo Oliveira, e nem sequer atuou em alguns compromissos. O uruguaio, inclusive, chegou a se irritar com as perguntas sobre a não utilização do atleta, que ficou quase um mês no banco de reservas.
Questionado sobre a ausência do armador no revés para o São Paulo, pelas quartas de final da Libertadores, no Morumbi, em 12 de maio passado, o ex-comandante do Atlético se irritou: "Por favor, faça uma pergunta mais inteligente. Não tenho que explicar. Não vou contestar. Outra pergunta?".
Agora, com outro técnico à frente do time, Juan Cazares se torna figura indispensável na escalação e tem a possibilidade de se tornar o grande nome da equipe no Brasileirão. Nesta quarta, ele tem uma boa chance de dar nova resposta em campo.
Ficha técnica
Atlético-MG x Corinthians
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 22 de junho de 2016 (quarta-feira)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa/GO) e Ivan Carlos Bohn (CBF-1/PR)
Atlético-MG
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Erazo e Douglas Santos; Leandro Donizete, Júnior Urso (Rafael Carioca) e Juan Cazares; Clayton, Robinho e Fred.
Técnico: Marcelo Oliveira.
Corinthians
Cássio (Caique), Fagner, Pedro Henrique, Vilson (Léo Santos) e Uendel; Bruno Henrique, Rodriguinho, Giovanni Augusto (Lucca) e Marquinhos Gabriel; Guilherme e Romero (Luciano).
Técnico: Cristóvão Borges.

Guilherme reencontra o Atlético-MG nesta quarta, em Belo Horizonte
Novos tempos. É assim que Guilherme trata o passado de 16 lesões que deixou para trás no Atlético-MG. Nesta quarta-feira (22), pelo Corinthians, ele reencontra o ex-clube pela primeira vez com um invejável índice de mais de um ano sem se contundir. A partida está marcada para as 21h45 (de Brasília) no Mineirão. 
A marca que orgulha Guilherme é motivo de satisfação também dentro do Corinthians. Em uma temporada marcada por um número acima do normal de jogadores contundidos - neste momento são sete -, o camisa 10 está imune até aqui. Em 2016, o mesmo departamento que já se preocupou com Ronaldo, Alexandre Pato e Renato Augusto tinha ele como uma das prioridades. 
A comissão técnica corintiana tem um trabalho específico de prevenção de lesões realizado pelo analista biomecânico Luciano Rosa. O objetivo é identificar possíveis desequilíbrios que gerem problemas físicos e quantificar as cargas físicas permitidas para cada semana de treinamentos. Mas, já na Turquia, onde jogou todo o segundo semestre de 2015, Guilherme conseguiu escapar de problemas musculares. A última contusão dele foi em janeiro do ano passado.  
Quando perguntado sobre o tema, o meia-atacante corintiano costuma sorrir. "Não sei nem o que significa essa palavra (lesão). Estou muito feliz, graças a Deus. Faço diariamente os trabalhos que têm de ser feitos, sou muito profissional em todos os aspectos", ressaltou recentemente. 
A partida desta quarta-feira, em especial o Mineirão, tem ingrediente especial. Foi justamente em um Atlético-MG 4 x 1 Corinthians, pela Copa do Brasil 2014, que Guilherme viveu um dos melhores jogos de sua carreira, com dois gols marcados e exibição irretocável. O namoro entre a direção corintiana e ele se arrastou por muitos meses a partir dali e se concretizou em uma transferência em janeiro desse ano. 
De volta à posição de origem no Brasileirão, o que foi revisto por Tite e será mantido por Cristóvão Borges, Guilherme faz um início de torneio razoável. Como meia-atacante, ele é o terceiro jogador que mais dá passes para finalizações, segundo o Footstats. Já marcou um gol e deu duas assistências. 
Já pelo Atlético, Guilherme foi contratado em março de 2011 como o substituto de Diego Tardelli, negociado para o Anzhi-RUS, fez 147 partidas e marcou 27 gols. Guilherme venceu Copa Libertadores, Copa do Brasil, Recopa Sul-Americana e três edições do Campeonato Mineiro pelo Galo, que pagou R$ 14 milhões por ele.
As lesões de Guilherme no Atlético-MG
Coxa direita
Junho de 2011: Estiramento muscular na coxa direita
Julho de 2011: Estiramento muscular na coxa direita
Setembro de 2011: Contratura muscular na coxa direita
Outubro de 2011: Estiramento muscular na coxa direita
Novembro de 2013: Estiramento muscular na coxa direita
Agosto de 2014: Estiramento muscular na coxa direita
Outubro de 2014: Estiramento muscular na coxa direita
Janeiro de 2015: Estiramento muscular na parte anterior da coxa direita

Panturrilha esquerda
Abril de 2012: Estiramento muscular na panturrilha esquerda
Maio de 2012: Estiramento muscular na panturrilha esquerda
Janeiro 2013: Edema muscular na panturrilha esquerda

Coxa esquerda
Maio de 2013: Estiramento muscular na coxa esquerda
Julho de 2013: Estiramento muscular na coxa esquerda
Setembro de 2013: Estiramento muscular na coxa esquerda
Abril de 2015: Adutor da coxa esquerda

Tornozelo esquerdo
Maio de 2014: Torção no tornozelo esquerdo

Cristóvão Borges chega ao Corinthians com a ingrata tarefa de substituir Tite, um dos treinadores mais vitoriosos da história do clube e ídolo da torcida. Mas o incômodo de viver à sombra do antecessor será apenas um dos desafios dele.
Problemas com os goleiros, número excessivo de desfalques, centroavantes em má fase e, claro, as comparações com Tite. O UOL Esporte reuniu algumas das dificuldades que Cristóvão já terá que encarar assim que for apresentado, nesta segunda-feira, no Corinthians.
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Zica no gol

A bruxa está solta no gol do Corinthians, e este deve ser o problema mais urgente que Cristóvão vai encontrar. Titular contra o Botafogo, Cássio foi substituído no intervalo porque sentiu um mal estar. O goleiro tem suspeita de sinusite e corre o risco de não entrar em campo contra o Atlético-MG, na quarta-feira.
Se Cássio for vetado, a única opção é o quarto goleiro Caíque França, de 21 anos, que já o substituiu no último domingo. Para o banco de reservas, Cristóvão seria obrigado a recorrer à base com os jovens Zé Guilherme e Felipe.
Isso porque antes do problema com Cássio, o titular Walter já havia sofrido um estiramento no músculo adutor da perna direita no jogo contra o Fluminense, na última quinta-feira, e tem previsão de ficar um mês fora do time. O terceiro goleiro Matheus Vidotto passou por uma cirurgia na coluna e também não está à disposição.
Ricardo Nogueira/Folhapress
Desfalques
Não bastasse o gol, os outros setores também vêm sofrendo com desfalques. Na zaga, o paraguaio Balbuena está suspenso e não vai atuar contra o Atlético-MG. Vilson também é dúvida e, se não tiver condições, o jovem Pedro Henrique se mantém na equipe. Assim, Yago volta ao time após cumprir suspensão, mas ainda não sabe quem será seu companheiro.
Uma das ausências mais sentidas é a de Elias. O volante sofreu uma fratura na costela contra o Fluminense e será desfalque por dois meses. Enquanto isso, Rodriguinho atua em seu lugar. Outros atletas com quem Cristóvão não pode contar, por enquanto, são Cristian e Danilo que sofreram lesões musculares.
Eduardo Knapp/Folhapress
Centroavantes em má fase
O ataque também promete trazer dor de cabeça para Cristóvão. O Corinthians hoje atua em um esquema de jogo com centroavante, mas nenhum deles consegue se acertar. Não à toa a diretoria tem planos de contratar um atleta para a posição.
No jogo contra o Botafogo, Romero foi o titular do setor, apesar de não ser um centroavante de origem. Foi a solução encontrada pelo interino Fabio Carrile diante da má fase dos atletas da posição. Luciano, que vinha atuando como titular, completou 17 jogos sem marcar. André segue no banco de reservas depois de acumular más apresentações.
Danilo Verpa/Folhapress
Sombra de Tite
Mas nem todos os problemas em campo são mais duros que viver à sombra de Tite. Cristóvão Borges terá a dura missão de pegar o bastão de um dos treinadores mais importantes da história do clube. Se as comparações serão inevitáveis, o próprio presidente Roberto de Andrade faz um alerta e pede paciência.
 "Sabemos que treinador é resultado, mas não podemos compará-lo ao Tite, que precisa ser colocado em um pedestal maior. Não dá para fazer nenhuma comparação com ele, dificilmente terá outro igual a ele. O torcedor precisa ter paciência. É claro que quando perde, ninguém costuma ter paciência, mas o Cristóvão é um profissional sério, competente, que sabe lidar com atletas e se encaixa muito bem na nossa estrutura", disse.
Robson Ventura-6.dez.2015/Folhapress
Desconfiança da torcida e da imprensa
Desde que o nome de Cristóvão Borges surgiu como um possível substituto de Tite, boa parte da torcida do Corinthians torceu o nariz. O treinador enfrentou rejeição nas redes sociais e foi questionado até por comentaristas esportivos de televisão. Muitos consideram que ele não tem um currículo à altura do clube e que não vai suportar a pressão de estar no Corinthians. Juninho Pernambucano, que trabalhou com Cristóvão, e Carlos Alberto Torres foram dois que se mostraram contrários à contratação.
Mas o ponto-chave da questão é que poucos conhecem realmente o trabalho dele. Até os próprios jogadores, comissão técnica e diretoria têm dificuldade em explicar qual a filosofia do treinador. Cristóvão é elogiado por, assim como Tite, ser um bom gestor de pessoas e por ter o grupo nas mãos. Mas pouco se fala como ele é ajustando as equipes dentro das quatro linhas.

A derrota para o Corinthians no domingo recolocou o Botafogo na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O time tem apenas oito pontos e só não está na lanterna porque América-MG e Cruzeiro têm saldo de gols pior. O técnico Ricardo Gomes reconhece que há um longo caminho a ser percorrido para evitar uma volta à segunda divisão, mas se recusou a dizer que vai precisar "tirar leite de pedra". 
"Eu não gosto dessa expressão", declarou o treinador ao ouvi-la na entrevista coletiva que concedeu após a derrota para o Corinthians.
"Tenho bons jogadores, mas que são jovens. Pega o investimento do Corinthians e do Botafogo e compara. Mas vocês conhecem o futebol. A torcida não quer saber se teve investimento ou não. Ela quer o Botafogo vencedor. Agora temos de assimilar essa pressão e bola para frente, melhorar no próximo jogo. No fim de semana já teremos dois jogadores mais experientes. Você não faz futebol só com jovens ou só experientes, é uma mescla", completou. 
Dos 11 jogadores que entraram em campo como titulares do Botafogo neste jogo diante do Corinthians, cinco têm 23 anos ou menos: Diogo Goiano, Fernandes, Sassá, Neílton e Leandrinho, que foi o autor do gol da equipe na derrota por 3 a 1. 
Os jogadores mais experientes que o comandante botafoguense citou estão prestes a se juntar ao resto da equipe. O meia Camilo, de 30 anos e que defendeu a Chapecoense no Brasileiro do ano passado, terá condições de jogo já na quarta-feira, diante do Figueirense.
Já o atacante Rodrigo Pimpão, de 28 anos, deve estrear na rodada seguinte, contra o Internacional.
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